Ballet como dança… só dança!
Publicado por Andrea Fu em 01/06/2011
Eu adoro ballet, mas entendo porque ele é tão mal visto por muitas pessoas: tem gente que interpreta mal seu papel no palco. Gente que não interpreta nada e ainda consegue ter a performance de um vegetal. Confesso que, em meus breves anos como bailarina também era assim, por falta de conhecimento e de maturidade para conhecer o verdadeiro papel da (o) bailarina (o).
O ballet, felizmente, não é só dança. É interpretação, é atuação, uma representação dramatica da dança. É como tocar piano, sentindo cada nota tocada, ou fazer uma peça teatral, interpretando cada ação e emoção. Um bom ballet conta uma história, uma fábula, uma angústia e desejo, o medo, o belo, o perfeito e o imperfeito do perfeito.
Pra quem não entendeu lhufas e bulhufas do que disse, basta assistir Cisne Negro que, apesar de um filme comum, dá a idéia do que é sentir o ballet como expectador e como bailarino mesmo (exageradamente falando).
Não basta ter ponta, sr bailarino, sra bailarina. Não basta fazer um lindo pliè ou um perfeito pas de basque. Não basta usar as pernas em todas as posições básicas ou levantá-la o mais alto que o corpo consiga para representar a leveza e suavidade do seu próprio corpo. Muito menos, basta contar até 8, a cada passo oitavado que se dá. É preciso ouvir, sentir, entender e interpretar a música.
É uma pena que haja bailarinos tão ruins quanto sua propria dança… somente uma dança. Sem maturidade, sem som, sem nada além das pernas pro ar e da magreza exagerada. Um Pliè que o expectador nunca vai entender… ou querer ver.
