Agridoce

Opinião com um gosto agridoce.

Feriado no Rio de Janeiro – 2 de 4 – Descobrimento do Centro do Rio

Posted by Andrea Fu em 23/04/2016


 E neste feriado de Tiradentes, aproveitamos, eu e Pri Robles, o segundo dia de Rio de Janeiro no centro da cidade. No dia do Descobrimento do Brasil fomos descobrir o que o Rio tem para nos mostrar.

Metro do Rio

O transporte público aqui no Rio de Janeiro não é fácil. Vários ônibus diferentes, com tarifas diferentes, com caminhos estranhos.

O Rio de Janeiro tem um problema geográfico: tem muito morro e toda a travessia pelos bairros mais afastados do mar precisam passar por túneis construídos através deles.

Sair de Ipanema para o centro de metro é a maneira mais rápida, mas é caro. A tarifa é de R$4,10, dá direito ao que eles chamam de Metro na Superfície – uma maneira de estender a linha de metro, sem construir mais ferrovias.

São duas linhas que andam nos mesmos trilhos, mas possuem terminais diferentes. Os trens se revezam. Então temos que esperar o trem certo, na mesma plataforma, para o destino de nosso interesse.

Fiquei me perguntando se não era mais fácil unificar as linhas e todos os trens fazerem a mesma rota, mas os governantes já devem ter pensado nisto, então eu não darei meu palpite. Mas que é estranho, é.

Descemos nas estação Cinelândia e andamos tanto, sem perceber, que fomos parar na estação Uruguaiana, no fim da Av. Presidente Vargas. Um passeio que nos fez perder a noção do tempo.

Ar-condicionado

E novamente aproveitamos o ar-condicionado dos lugares, mas desta vez em museus e casas de cultura. Deveria existir um ar-condicionado externo, na rua, porque o Centro é quente! Rio 40 graus!

Museu de Belas Artes

Quadros e mais quadros, famosos, históricos. Milhares de metros quadrados de arte, separadas por séculos. Tudo isto por R$4 (tarifa de estudante).

Parte do seu acervo era preferencialmente sacro. Chegamos a ficar entediadas de tantas representações da crucificação, das virgens, da santa ceia, etc.

Chegando nas representações históricas, ficamos mais animadas. Quadros que só vimos representados em nossos livros de história estavam ali, na nossa frente, gigantescos: a representação da Primeira Missa do Brasil, da Guerra do Paraguai, retratos, até da minha querida cidade Piratininga/SP tinha.

Era tanta coisa que ficamos mais de duas horas no Museu de Belas Artes. Mas cansamos. A maioria dos quadros era escura, sem vida. Lindos, mas cansativos.

O que me interessou mais foram as réplicas de estátuas da mitologia grega: Vênus de Milo, Dionísio, Marte, Faunos, lutadores, amazonas e até um cupido sem braços que me fez entender porque ele erra tanto comigo (risos).

Centro Cultural dos Correios

No caminho do Centro Cultural Banco do Brasil, descobrimos o Centro Cultural dos Correios.

A arquitetura do seu prédio é muito parecida com a do CCBB de São Paulo, mas menor.

São 3 andares de exposição:

  • No terceiro a exposição chamada Viva o Povo Brasileiro, que nos deixou encantada, além de nós fazer lembrar de João Ubaldo, escritor baiano de um maravilhoso livro de mesmo nome, falecido em 2014.
  • No segundo andar, a exposição Only You… que retratava o corpo nu em situações de tensão, bastante interessante.
  • E, por fim, no primeiro andar, um pequeno acervo de 13 obras pertencentes ao próprio Centro Cultural dos Correios, interessantes, mas não tanto quanto os outros andares.

Gostamos muito de passear por ali, mesmo sendo pequeno. E não gastamos nada para visitar. Valeu a pena.

CCBB

Nada estava acontecendo, então não pudemos entrar. não tinha exposição rolando, não tinha filme rolando naquele horário, nada nos atraiu a continuarmos lá, além do próprio ar-condicionado.

Mas descobrimos que a exposição “Comciência” estará aberta a partir da semana que vem e tem muita coisa legal rolando por lá em horários diferentes. Acho que vale a pena conferir.

Museu do Amanhã

Fila. Não conseguimos ir. A fila ia de dentro do museu para bem longe dele e debaixo do sol. Desanimamos. Nem pegamos a programação. Que pena! Quem sabe outro dia, sem muito sol e calor e com menos fila.

Museu de Artes do Rio

Assim como no CCBB, nada de interessante passava no horário que chegamos. Ao lado do Museu do Amanhã, em sua programação tem exposições de arte, filmes, música e uma vista panorâmica do mar com guia, chamada “Conhecendo o mar”. Mas não hoje, só amanhã. Não sei se conseguirei ir, mas tive vontade. Espero que alguém aqui possa e nos conte como é.

Ipanema à noite e busca ao tesouro da Fernanda

Terminamos nosso passeio pelo Centro do Rio por volta das 16h, almoçamos, pegamos o metrô para Ipanema e resolvemos aproveitar a praia à noite.

A ressaca tinha acabado, o mar estava um pouco mais calmo, mas a maresia deixou o ambiente gelado. Mesmo assim fomos molhar os pés.

No final, sentamos na areia e ficamos lá batendo papo ao som das ondas.

Eis que, de repente, surge um rapaz contando passos. Parou na nossa frente:

22, 23, 24 e VINTE E CINCO, ahh cheguei.

Oi, tudo bom?

A minha esposa Fernanda passou aqui mais cedo e escondeu alguns tesouros para mim, será que vocês me dariam autorização para cavar um buraco pequeno na frente de vocês?

Autorizamos, achei fofo, e ele começou a cavar, logo gritou: “Achei! Ahh que legal.” E deu uma voltinha, dançou ou algo parecido.

Neste momento percebemos que ele carregava uma sacola de papel escrito “Baú” e ele simulou:

Vocês estão com muita sorte, porque eu achei este tesouro na frente de vocês e eu quero oferecer ele. E o melhor, deixo vocês escolherem a maior peça deste tesouro.

A minha esposa escondeu palha italiana e eu gostaria de oferecer.

Gente, juro, eu não posso comer doces, mas comprei só pela originalidade, pelo roteiro que ele montou para conquistar seus clientes. Achei incrível. Comprei com muita alegria de ter comprado. Que cara surpreendente.

Nos despedimos desejando felicidades a ele e à Fernanda. Ele ainda divulgou o Facebook, mas não achei até agora. Disse que se chama Dulce Mari (ou Duce Mari) e que tem como símbolo um círculo, mas o mais próximo que achei disto era em Buenos Aires. Se alguém achar algo assim, mande o link para o Agridoce nos comentários.

Gelatto de novo e de novo

Fui na Vero, gelateria italiana que descobrimos ontem, para mais um copinho. Peguei o menor desta vez. De cacau com café. Gostoso, mas me deu a sensação de peso no estomago. Amanhã será de frutas vermelhas mesmo, que desce bem no estomago. Não desistirei!

Conta para o Agridoce toda sua experiência no Rio de Janeiro aqui nos comentários. Porque eu quero voltar lá e quero que vocês me dêem muitas dicas!

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