Agridoce

Opinião com um gosto agridoce.

Intercâmbio 3 – Saindo, chegando, cheguei

Posted by Andrea Fu em 18/07/2016


viajarSaí de São Paulo com um clima agradável no dia 14 de julho, dia importantíssimo para o calendário francês e, a partir de agora, para mim. Deixei em São Paulo pessoas importantes, animais importantes, projetos importantes. Com as pessoas importantes, falar pelo telefone e WhatsApp já resolve tudo. Mas o abraço das minhas monstrinhas, nossa, como sinto falta.

Conexão em Londres, cinco horas de conexão. Come um lanchinho, usa a internet, carrega o celular, conversa com algumas poucas pessoas, em inglês bem mal falado e ainda medroso.

Opa, come um lanchinho? Eu só tinha levado euro, mas a Inglaterra funciona em libras, e agora… ufa, aceitam euros.

Dei informações para um casal de ingleses, uma indiana, uns caras não sei de onde… conversei com muitos brasileiros. O inglês tava péssimo, a risada foi garantida, deles tentando me entender e eu tentando entender eles. Aeroporto internacional é sempre um lugar fascinante, mas este aeroporto de Londres é incrível. Peguei um tipo de metrô só pra pegar a minha bagagem, que descobri que não precisaria pegar… a transferência para outro avião era automática. Depois peguei outro metrô só para ir para a zona de embarque. Sensacional o aeroporto. E eu, caipira que só, encantada… só faltava soltar um “ehhhh lasquera” de tão caipira que eu tava me sentindo.

Para a conexão, passei por um monte de procedimentos de segurança. Faziam teste químico instantâneo em meus equipamentos eletrônicos, vasculharam toda a minha bagagem de mão. Sempre muito gentis, pacientes com estrangeiros que não sabem falar inglês direito.

Não fiquei nervosa, nem ansiosa, nem nada… ainda não tinha caído a ficha. Cheguei em Dublin no meio da tarde, calor e calor. Já cheguei falando em inglês: “I don’t speak in English. Sorry about that”. Pois é, foi a única coisa que falei. Inglês já é complicadinho pra mim, imagina com um irlandês falando, eles tem batatas na boca.

Calor, calor, nossa… que verão quente. Não esperava. virei cebola e fui descascando as roupas… Mas cheguei. A acomodação ótima, preços incríveis na comida, internet do celular é de graça praticamente (coloca 5 euros e ganha 5GB de internet… que incrível isto!)

Bom gente, cheguei e tenho dois desafios urgentes: tirar o visto e arrumar emprego.

O visto leva um mês para tirar. Uma burocracia: tem que ter endereço fixo, o seguro obrigatório, a conta no banco, o dinheiro na conta… isto demora de verdade. Enquanto isto, o dinheiro que eu trouxe deve ser congelado até o visto sair. Na Irlanda deve-se comprovar um montante de 3 mil euros para a imigração (500 euros por mês), dinheiro que vai garantir sua sobrevivência durante 6 meses de curso ou até arrumar um trabalho.

O trabalho é mais difícil. Tem um tal de PPS (tipo um CPF com PIS/PASEP) que você só tem acesso se uma empresa emitir uma carta dizendo que você trabalhará na empresa deles. O problema é que as empresas não querem emitir esta carta… Não querem ter este trabalho. Ainda não entendi o real motivo disto. Vamos ver o que me espera na busca por emprego.

Para sobreviver neste primeiro mês, um dinheiro extra… e, por mais que eu tenha trazido mais do que precisava, sei que gastarei boa parte. É, vamos torcer pra dar tudo certo neste primeiro mês, até tirar o GNIB (visto irlandês).

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