Agridoce

Opinião com um gosto agridoce.

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Música para muitos fãs e poucos ouvidos.

Posted by Andrea Fu em 14/02/2009

Para quem não sabe, e ninguém realmente sabe, queridos leitores deste blog, toco piano. Mal, mas toco. Arrisco algumas musiquinhas e faço shows de ano em ano. A minha banda vai de mal a muito pior, mas sempre nos divertimos quando temos ensaio ou uma apresentação.

Além deste novo blog, tenho o prazer de apresentar meu outro hobby: o piano. Não tenho piano, é verdade e gostaria muito de ter, mesmo um de armário. Talvez um de calda algum dia, mas como não sou muito boa nisto, não preciso de tanto. Quem sabe um elétrico só para sentir o som. Ensaio no meu teclado Yamaha velho. O tenho desde os 11 anos e ele já era velho quando comprei.

Em frente ao piano, enjoada das mesmas músicas, passo os dedos sobre o teclado. Escrevendo esta frase me lembrei de Guilherme Arantes cantando uma versão abrasileirada de Killing me Softly. Um som familiar chega aos meus ouvidos. Uma música conhecida por muitos: a introdução de Catedral de Zélia Duncan.

Confesso não ser fã da Zélia e muito menos desta música, mas ela fica boa no piano. Traz um sentimento de nostalgia e calma. A bagunça da minha rua (moro no bairro da República em São Paulo) não me deixa ter tanta paz e a música faz isto de vez em quando. Dá-te paz quando parece que está tudo correndo muito depressa.

Mas a paz veio da forma errada hoje. Com a música errada. Eu não sabia a letra ainda e resolvi dar uma olhada no CifraClub.com. Primeiro houve a dificuldade de achar a cifra. O site deve ter problemas e só acha a música pelo nome do artista. Depois que achei resolvi, então, cantar sozinha, à Capela.

O real motivo deste texto de hoje: a péssima letra de Catedral. Estava só cantando. Passei para o piano (teclado no meu caso) coloquei algum som enquanto cantava. Nem tinha percebido a letra, até então. Fui tocando e cantando. A dificuldade de decorar a letra para saber o que tocar me fez cantar a letra novamente. Silêncio quebrado somente pela minha voz rouca naturalmente. Depois silêncio.

Olhei a letra, li, reli e posso dizer: Que raio de letra é esta? Entendo as metáforas, mas não entendo porque foram usadas.

Meu coração é secular, sonha e deságua dentro de mim… e amanhã, devagar, me diz como voltar

De onde surgiu isto?

Passeando por alguns blogs para ver se tinha algum comentário sobre a música, achei um exagero o que diz Marcondes Lucena. Indizível ou inexprimível? Não concordo com isto. É difícil achar um blog que faça algum bom comentário sobre a música. Somente dizem que ela é boa ou colocam a letra, mas não dizem porque gostam tanto.

Procurei um vídeo para entender esta sensação boa que eu não conseguia ter. A voz dela é sufocada pela rouquidão. Sufoca-me enquanto ouço. Gosto de vozes graves e sei reconhecer mulheres com belas vozes. Porém, a voz da Zélia é realmente sufocante, não sei se por causa da música que não encaixa com a voz ou porque já estou na defensiva com ela.

Para quem gosta, bom proveito. Passo esta!

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