Agridoce

Opinião com um gosto agridoce.

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Não é uma pesquisa científica, pois a ciência anda desacreditada.

Posted by Andrea Fu em 10/06/2015

ANOTAÇÕES E PERCEPÇÕES DA CRENÇA NA CIÊNCIA EM TEMPOS DE INTERNET
EM PRIMEIRA PESSOA

1 – INTRODUÇÃO
Na minha timeline do Facebook aparece de tudo. Pessoas compartilham sem o mínimo de questionamentos e pesquisas. Qualquer coisa, qualquer notícia, qualquer depoimento, qualquer vídeo, qualquer história é compartilhada sem fontes, sem datas, sem crédito.

Áudios que começam com frases sobre “um amigo do meu pai que é cliente de um grande banco americano disse que…” são compartilhados com um simples comentário anexo: “nossa, se isto é verdade, melhor nos prepararmos”

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O Brasil na Crise de Honduras

Posted by Andrea Fu em 19/10/2009

Brasil se metendo na política interna de outros países. Isto é positivo?

Brasil se metendo na política interna de outros países. Isto é positivo?

  Por Alexandre Sanxz – O Brasil participou de uma parte da história política de Honduras. Isto repercutiu em todo o mundo. O leitor do Agridoce não entendeu nada? Então o Sanxz explica tudo e te coloca por dentro da situação.

Contexto

Honduras é um país da América Central e sua capital é Tegucigalpa, onde também fica a Embaixada do Brasil em Honduras. As eleições para presidente é feita por voto popular com um mandato de quatro anos, não renováveis.

Em 2005, Manuel Zelaya foi eleito presidente de Honduras pelo Partido Liberal, que é alinhado aos princípios americanos. Em 2007 passou a se tornar um país mais socialista, o que desagradou boa parte da elite hondurenha, além de perder o apoio do Congresso e dos Estados Unidos. Neste mesmo ano houve críticas do mundo todo porque as emissoras de rádio e TV foram obrigadas apresentar programas do governo.

Motivo da Crise

Em março de 2009, o presidente Manuel Zelaya tentou alterar a clausula petrea da Constituição que impede a reeleição no país, para que ele pudesse concorrer ao cargo de presidente novamente. Apesar da proibição pela Corte Suprema, em 28 de Julho de 2009 Zelaya convoca plebiscito à revelia, fazendo com que a Corte Suprema decretasse sua prisão e sua extradição à Costa Rica, impedido de voltar sob a Honduras sob o risco de ser preso, sem um processo legal e sem direito de defesa do réu. Estava aí o golpe de Honduras, quando uma elite depõe o seu governo atual, sem pretensão de fazer mudanças na política vigente, somente para tomar o poder. Assim, quem assumiu foi Roberto Micheletti, ex presidente do Congresso. Este novo governo não foi reconhecido por nenhum país e todos exigem a volta de Zelaya para a presidência.

Brasil na crise de Honduras

Zelaya na embaixada brasileira em Honduras, como hospede.
 Após várias tentativas, em 21 de setembro de 2009, Zelaya consegue chegar de surpresa à embaixada brasileira, onde é recebido como hóspede. Digo “surpresa” porque o Itamaraty alega não saber das intenções de Zelaya de voltar a Honduras até o momento de sua chegada. É aqui que o Brasil entra na Crise de Honduras.

Desde a chegada de Zelaya na embaixada brasileira, muitos protestos contra e a favor do presidente exilado e confrontos com a polícia hondurenha aconteceram. A embaixada brasileira foi cercada por soldados de seu exercito e por policiais. Houve decreto de toque de recolher e estado de sítio, para a segurança do povo, alegava o governo de fato.

Micheletti e seu governo ameaçaram invadir a embaixada, e efetivou cortes nos serviços básicos, como água, luz e comida, além do impedimento da circulação de pessoas de dentro para fora da embaixada. O governo hondurenho estava tomando uma posição arriscada pelas leis da diplomacia e cometendo um crime fazendo tudo isto e Zelaya estava aproveitando toda a crise para usar de palanque para sua causa.

O Brasil, por estar no meio do confronto, tomou uma posição muito arriscada em relação ao governo hondurenho atual. Utilizou este espaço para aumentar sua influencia e diplomacia na região, já que os Estados Unidos não tomaram providências rígidas em relação a Honduras – eles se interessam mais nas crises externas do Iraque e do Afeganistão.

Resolução da crise

As tentativas do Brasil e da OEA (Organização dos Estados Americanos), acredito, foram em vão. O governo atual não pretende facilitar a restauração do governo de Zelaya. Assim, as fronteiras do país estão fechadas, as exportações caindo absurdamente, a economia declinando. É um jogo de egos: Zelaya não aceita algumas condições, enquanto Micheletti se recusa a aceitar seu rival de volta.

Os pontos a serem negociados, a partir de agora, e que ainda está em impasse em ambos os lados, são:

– volta de Zelaya à presidência, principalmente para realização das eleições para o próximo mandato

– desistência de Zelaya de tentar mudar a Constituição

– anistia a ambos os lados: de Micheletti e de Zelaya.

O Agridoce opina

A Crise de Honduras, como disse Sanxz, é um jogo de egos políticos. Esta crise está acabando com o país economicamente. Apesar da ciência disto pelos dois lados, o governo atual está mais preocupado em evitar que o presidente eleito volte a seu cargo do que em resolver estas questões rapidamente

As eleições para novo presidente podem sofrer atrasos, fronteiras se fecham, exportações diminuem e a pobreza aumenta no segundo país mais pobre da América Latina.

O Brasil errou em proteger Zelaya em sua embaixada, principalmente depois que Micheletti concordou que a extradição e a prisão foram feitas de forma errada. Sim, o Brasil deve aumentar seu espaço diplomático e aproveitar que os Estados Unidos não estão interessados nos problemas políticos da America Latina para isto.

O presidente Lula acertou sim em resolver alguns impasses com Honduras, evitando uma possível guerra ou fortes atritos com o país. Acertou em seguir o que outros países achavam desta crise, não aceitando um governo golpista, mas se intrometeu mais do que devia, politicamente.

A população está muito dividida em relação à crise. Muitos apóiam e muitos vão contra o que Zelaya criou. Sim, eu acredito que a crise foi criada por Zelaya, que não soube ouvir seus conselheiros, exército e Suprema Corte em relação aos assuntos políticos. Volto ao jogo de egos: o presidente não queria aceitar um “não” como resposta à mudança da constituição e, como se fosse dono do país, tentou impor suas próprias vontades.

Fontes

Cronologia da Crise de Honduras no site da Folha

Resumo atual sobre a Crise no site da UOL Educação

Cronologia da Crise de Honduras no portal do Terra

Alexandre Sanxz é seu nome artistico. Toca em uma banda de Heavy Metal, a SexType – isto é nome de banda de heavy metal? -, deixando um ar de originalidade, além de gostar de ser chamado só por Sanxz. Está cursando o primeiro ano de Designer na Faculdade Anhembi Morumbi, trabalha com eventos e shows, tanto da sua banda quanto de outras e ajuda na lojinha de bairro de seus pais de vez em quando (confessa sua preguiça enquanto escreve isto). Mora em Interlagos, tem 22 anos, gosta de tortas salgadas e sorvete e de namorar muito. Conheceu o Agridoce por acaso, fazendo uma pesquisa sobre Michael Jackson e gostou do blog, passando a ser leitor frequente. Aproveitou um trabalho da faculdade sobre o assunto para escrever este texto de forma resumida e que todos pudessem entender. Sabrina Castro, namorada e colega de faculdade, ajudou-o a escrever o texto mais interessada no brinde que iria ganhar. Conseguiram dois brindes por terem participado conjuntamente e só para ter um agradinho Agridoce. Sanxz, com ajuda de Sabrina, será o novo colaborador do Agridoce durante um mês, a partir de 26 de outubro com textos curtos sobre curiosidades diversas.

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Microsoft e suas ferramentas

Posted by Andrea Fu em 26/02/2009

Enquanto isto…

Acontece que estava aqui em casa numa boa, mexendo na internet, quando meu companheiro de apartamento começou a dar risada. Não era uma risada comum. Era uma risada de nossa-que-legal. Como a curiosidade matou o gato, mas não sou gato, nem gata, perguntei o que era.

A Microsoft, aquela que muita gente gosta, muita gente odeia e todo mundo precisa usar, lançou o Office Live Workspace, um espaço de armazenamento e compartilhamento de arquivos. Não sei exatamente como funciona, mas fiz alguns testes e achei algumas coisas interessantes?

1.       Utiliza o próprio Office como plataforma: Você edita os arquivos diretamente do seu Office instalado e, quando salvar, salvará direto Workspace.

2.       Sincroniza tudo com o Outlook: para quem usa o Outlook é uma ótima opção. Eu uso agenda, contatos;

3.       Anotações pessoais ou de trabalho;

4.       Organização de eventos;

5.       Grupos online de trabalho;

6.       Planejamento; etc.

O melhor de tudo é que é gratuito.

Confesso que o motivo deste post não era fazer a mínima propaganda. Este sistema é muitíssimo parecido com o Google Docs com a diferença de poder usar Microsoft Office para poder editar ou criar documentos. Isto nos leva a uma polêmica: Porque o Google pode ser melhor que a Microsoft, ou o contrário?

Conversando com o grande conhecedor de Google, Hugo Rosso, ele me mostrou seu lado da polêmica. Claro que muitos odeiam a Microsoft e este grande amigo é um deles. A ponto de ficar realmente irritado, podendo criar até uma úlcera de tanto nervoso que fica ao ouvir alguém achar alguma idéia da Microsoft legal. Com milhares de argumentos, que não cabem aqui, infelizmente não me convenceu de que o sistema é ruim ou que a Microsoft é manipuladora e adjetivos do gênero.

Acredito que eu realmente seja uma alienada em gostar e acreditar em um sistema como a da Microsoft em todos os aspectos. Confesso que gosto do Windows Vista, com suas falhas, do Outlook, do Office. Só não gosto do MSN Messenger – ainda prefiro muito mais o ICQ e suas particularidades.

Outros sistemas possuem suas vantagens e desvantagens. A minha necessidade e conhecimento permite arriscar o sentimento de que a Microsoft é a que me oferece maiores vantagens. Linux, Google, entre outros, complementam tudo que eu preciso para tornar meu computador um aliado ao meu trabalho e minha vida pessoal. Em algumas ferramentas prefiro os que a Microsoft oferece. Em outras, não tenho problemas utilizar de outras empresas.

Com este poustè, somente posso afirmar que minha maior revolta é com pessoas que não tem argumentos plausíveis para desmerecer um trabalho. Dizer que há manipulação nas ferramentas e que há sacanagem com todas as outras empresas não fará meu trabalho por fazer.

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