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Meu psiquiatra é da família…

Posted by Andrea Fu em 06/07/2009

sadness

O título é somente uma brincadeira, mas deu pra perceber que o mal do século, a doença “da moda” – sem maldade – está fazendo com que as famílias mais ilustres ou mais simples recorram a tratamentos psicológicos ou psiquiátricos.

Com a rapidez das informações, pode-se perceber o volume de notícias, sobre quaisquer assuntos, que explicam fenômenos sociais por psiquiatras especializados em alguns tipos de personalidades. A morte de Michael Jackson, muito comentada, fez com que o pop star tivesse sua vida dissecada por psiquiatras ou psicólogos. Há também as matérias mais voltadas para o entendimento psicológico da violência, que estuda criminosos e suas personalidades, compulsões, etc.

Agora, e desde sempre, a realidade está mais perto de uma simples e comum família. A depressão está presente nas pessoas mais próximas da gente, se não nós mesmos. Já ouvi pessoas, conversando no metrô, com toda a sua arrogância e ignorância, que depressão é desculpa de quem não tem o que fazer ou de quem é preguiçoso. Mas também já vi gente entender que a depressão deve ser tratada com muita atenção. Então, o que é a depressão de verdade? Segundo o site Diário da Manhã, depressão não é tristeza:

“Até bem pouco tempo, pairava uma enorme confusão sobre o que atualmente se conhece pelo nome de depressão. Confundida com as crises de tristeza naturais e passageiras, ora com a manifestação de algum recôndito mal orgânico, a depressão nunca fora abordada de forma correta pela Medicina…”

O site Boa Saúde, do portal UOL, define cientificamente a depressão como “um problema relacionado à circulação dos neurotransmissores cerebrais que reage a algum problema real, com o tempo tornando-se física”. A depressão é mais comum em adultos entre 24 e 44 anos. Para cada homem com depressão, duas mulheres sofrem do mesmo problema. O mesmo site aponta os sintomas como sendo desânimo, insônia, apatia, falta de vontade, pensamentos pessimistas, obsessivos, falta de concentração e memória, ansiedade, palpitações. Logicamente os sintomas podem variar bastante de caso para caso.

Procurei sobre estimativas na internet e não achei nenhuma fonte confiável. Porém, as fontes não confiáveis – que por sinal não têm fonte de verdade – estimam que 15 a 20% da população mundial, em algum momento da vida, sofreu de depressão.

Claro que eu, louca como já me conhecem, e totalmente “de lua”, queria saber se já tive depressão, ou não, em certos momentos da minha vida. Eu já me senti sem ânimo pra nada, e já me senti frustrada com muita coisa ao longo dos meus muitos 25 anos. Procurei em vários sites alguma forma de reconhecer uma crise e, sinceramente, só um médico de verdade pode fazer isto. Nestas horas me lembro do Dr. House dizendo uma das suas melhores frases: “Pra que médicos, se existe a internet para diagnosticar todos os nossos problemas?”. Ele tem razão, mas é muito mais inteligente ter em mente que só um médico de verdade pode nos dar um diagnóstico sério – ou vários médicos, já que é sempre bom ter uma segunda ou terceira opinião.

Nesta brincadeira séria ao procurar um jeito de reconhecer a depressão, achei a InfoViva, que traz muitas informações sobre a doença. Praticamente tudo está relacionado em um único site e tem um teste até curioso e duvidoso para saber que tipo de depressão uma pessoa pode ter. Curioso porque é incrível o que um formulário de internet faz na nossa vida se acreditarmos em tudo que clicamos, e duvidoso porque não sei dizer se foi somente uma certa tristeza que senti em certo momento ou se foi depressão mesmo.

Eu fiz o teste e não importa a minha crença nele. O importante é aceitar que é possível precisar de um tratamento e procurar ajuda profissional, se achar necessário. Posso dizer que a depressão é ótima em enganar a mente humana e, se o indivíduo não aceitar que precisa de ajuda profissional, pode nunca perceber que tem a doença e nunca ser, de certa forma, curado.

Quem erguer a cabeça, pode erguer a vida toda. Tente!

Quem erguer a cabeça, pode erguer a vida toda. Tente!

 

EDITADO: Acabei de receber um link da Folha On Line com algumas dicas de antidepressivos naturais, que são atividades físicas, alimentação, entre outras coisas. Elas não curam depressão forte, porém auxiliam bastante com depressão leve ou sentimento de tristeza. Aproveitem as dicas.

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